terça-feira, 5 de outubro de 2010

Feira educacional chinesa ocorre em outubro

Será realizada nos dias 22 e 23 de outubro, das 9h às 18h, a segunda edição da Feira de Universidades Chinesas 2010. Os interessados em participar podem inscrever-se gratuitamente até o dia 21 de outubro pelo e-mail cbcde@cbcde.org.br.

Nesse evento, o público terá acesso a informações nas áreas de graduação, pós-graduação, mestrado, doutorado e MBA (Master of Business Administration), além da oportunidade de conhecer um pouco mais sobre as instituições de Ensino Superior do país asiático.
Estarão presentes no encontro 80 autoridades acadêmicas e governamentais chinesas, representando 26 instituições universitárias. Esta será a segunda maior delegação acadêmica do país a visitar o Brasil. A sede da feira será no Memorial da América Latina, no auditório Simon Bolívar.
O encontro é realizado pela CBCDE (Câmara Brasil-China de Desenvolvimento Econômico) e pelo Instituto Confúcio na Unesp (Universidade Estadual Paulista). O evento vai contar ainda com o apoio Embaixada da China no Brasil, do Consulado Geral da China em São Paulo e da ACB (Associação Chinesa do Brasil). Fonte:
www.universia.com.br


Fonte: Editora Atlas

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Carta de um professor doente



O texto abaixo foi publicado no site de notícias da SBPC 2010 -Recife.
Achei muito interessante...

Estou doente...

Produzo mais papéis e máquinas e menos seres humanos, indivíduos! A nossa era se chama ?PRODUÇÃO CIENTÍFICA...

Quanto? Preciso estar ?on line? e ligado 24 horas para produzir: 5 artigos por ano, pelo menos 1 Qualis A e os demais podem ser A2, B1 ou B2, mas o resto não interessa; pelo menos 1 livro e um capítulo de livro por ano.

Ah! Não posso esquecer das comunicações em eventos! Devem ser preferencialmente trabalhos completos, publicados nos anais em Congressos Internacionais porque os resumos expandidos e os simples não contam nada na nossa avaliação. E se forem em eventos regionais ou locais menos ainda.

Devo participar de 2 Programas de Mestrado como efetivo e um terceiro como Colaborador.

Devo ministrar 4 ou 5 disciplinas na Graduação, ou se não for assim preciso ter 4 ou 5 turmas, com pelo menos 50 vagas ofertadas para ministrá-las. Muitas das vezes, em espaços que comportariam muito menos... Quantos créditos: 12, 16, 20 ou 24 por semestre?

Devo ministrar também 1 ou 2 disciplinas na Pós-Graduação. Preciso orientar os trabalhos de conclusão de curso (4 ou 5, às vezes só um pouco mais por semestre). Preciso orientar pelos menos dois estudantes de Mestrado por ano... Ah! Eles precisam defender suas dissertações em 24 meses... O ideal já seria defender em 18 meses! E os Co-orientados? Quantos?

Tenho ainda os estágios, os projetos de fomento e de PIBIC. Ainda faltam as comissões e os cargos administrativos!

Precisamos de mais cursos, mais disciplinas e mais estudantes, mais cargos e mais comissões... Assim, ganhamos mais TRABALHO e temos menos VIDA. Meu tempo está acabando... O dia é muito curto e as 24 horas já não me são mais suficientes.

Que tal repensarmos o nosso Calendário? O dia poderia ser um pouco maior e o ano poderia ter mais alguns meses... Puxa! Como seria feliz por isto... PODERIA TRABALHAR MAIS! Muito mais, pois ainda preciso ser bolsista de produtividade. Quero também ser pesquisador!

Antigamente, o Professor era Senhor ou Senhora, um segundo pai ou uma segunda mãe, um tio ou uma tia. Era também um EDUCADOR. Um erudito e um verdadeiro HERÓI. Hoje o professor ?brother?, ?chapa?, ?meu?, ?brô? e ?véio?, entre outros... Muitos outros!

O bom é que temos mais professores. Muito mais! Por outro lado, temos menos salas e dividimos os nossos 15m2 (chamado gabinete) com mais 3 ou 4 e todos os seus orientandos também. Pelo menos não posso reclamar de solidão no trabalho, nem de monotonia. A vida de Professor é pura agitação... Altas baladas como dizem.

Meu dia de trabalho terminou na Instituição... A jornada de trabalho de um celetista é de 44 horas por semana, com tendência natural de reduzi-la. E a nossa de professor? Isto é muito pouco!

Além da nossa rotina diária, ao chegarmos em casa precisamos continuar TRABALHANDO! Tem as correções de provas, aulas e notas de aulas para serem preparadas, seminários, palestras, etc.. Ou melhor, fazer invencionices para melhoramos a nossa performance para nossos estudantes.

As aulas não são mais atrativas... Eles dizem: melhor seria estar com a Galera ou a Turma... Atender celular, passar minhas mensagens, jogar meus novos games do celular, msn, orkut, facebook, mostrar meu aparelho de celular novinho ... Tem muito mais opções! Perder tempo com estas aulas? Que tédio! Tudo está na Internet mesmo.

Esqueci da elaboração dos projetos! Preciso de recursos financeiros para realizar alguns trabalhos e o prazo se encerra amanhã. Ainda bem que o envio é on line. O sistema, hoje em dia, em alguns editais recebem até 24 horas depois... UFA! Vai dar tempo.

Aqueles que precisam da nossa atenção em casa: mãe, pai, esposa, marido, filha, filho, neta, neto, noiva, noivo, namorada, namorado... Gato, cachorro, peixe, papagaio, periquito... etc? ELES PODEM ESPERAR!

E as minhas necessidades: físicas e fisiológicas? E o meu lazer e meu prazer? Confesso que às vezes me sobra um tempinho para isto tudo, apesar de serem atividades menos nobres.

Preciso dormir, mas tenho que TRABALHAR! Preciso acordar, antes de dormir. Estou doente! Não tenho tempo de ir ao médio... Depois vejo isto! Estou gravemente doente, mas não posso me curar. Preciso TRABALHAR e PRODUZIR mais papéis (textos, livros, artigos, relatórios, etc...). Meu CURRÍCULO LATTES está desatualizado!

Tenho que produzir mais máquinas também, pois o mercado assim exige.

Fico triste no final. A maior parte de toda a minha produção permanece intocável e, na maioria das vezes, enfeitando estantes e gavetas. Poucos realmente lêem aquilo que é fruto de uma vida inteira de total entrega ao sistema. Ou no caso das máquinas, algumas ficam sem emprego.

Ah! Eu não posso me queixar, pois apesar desta pequena carga de trabalho tenho um bom salário.

?Não sois máquinas! Homens é o que sois? é uma famosa frase de Charles Chaplin, ou ainda ?O que somos é conseqüência do que pensamos? de Buda. Acredito que isto é coisa do passado... Está fora de moda!

Podemos ver que a geração atual não os conhece, pois seus mais recentes ídolos e sua identidade são diferentes: ?Exterminador do Futuro ?
Arnold Schwarzenegger?, ?Rambo ? Sylvester tallone?, ?Indiana Jones ? Harrison Ford?, ?007 - Daniel Craig?, etc. Estes são os verdadeiros heróis: imbatíveis, incansáveis e imortais.

Estou doente... Gravemente doente... Incurável...

E no fim!

AQUI JAZ um EX-PROFESSOR que um dia sonhou ser PESQUISADOR.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Aprovado Regulamento do Exame de Suficiência para Registro de Contadores e Técnicos em Contabilidade

No Diário Oficial da União de hoje, 28/09/2010, na seção 1 página 81, foi publicada a Resolução CFC n.º 1.301/2010 que Regulamenta o Exame de Suficiência como requisito para obtenção ou restabelecimento de Registro Profissional em Conselho Regional de Contabilidade (CRC).

A referida Resolução foi editada com base no disposto no art. 12 do Decreto-Lei n.º 9.295/46, com a redação dada pela Lei n.º 12.249/2010 que estabeleceu como condição para o exercício da profissão:
a)      a conclusão do respectivo curso, reconhecido pelo Ministério da Educação,
b)      a aprovação em Exame de Suficiência e
c)      o registro no Conselho Regional de Contabilidade a que estiverem sujeitos;
 No que se refere às provas e ao seu conteúdo a Resolução esclarece no artigo 6º  que o Exame de Suficiência será composto de uma prova para os Técnicos em Contabilidade e uma para os Bacharéis em Ciências Contábeis, obedecidas às seguintes áreas de conhecimentos:
 I – Técnicos em Contabilidade:
 a)        Contabilidade Geral;
b)        Contabilidade de Custos;
c)        Noções de Direito;
d)       Matemática Financeira;
e)        Legislação e Ética Profissional;
f)         Princípios de Contabilidade e Normas Brasileiras de Contabilidade;
g)        Língua Portuguesa.
 II – Ciências Contábeis:
 a)             Contabilidade Geral;
b)             Contabilidade de Custos;
c)             Contabilidade Aplicada ao Setor Público;
d)            Contabilidade Gerencial;
e)             Controladoria;
f)              Teoria da Contabilidade;
g)             Legislação e Ética Profissional;
h)             Princípios de Contabilidade e Normas Brasileiras de Contabilidade;
i)               Auditoria Contábil;
j)               Perícia Contábil;
k)             Noções de Direito;
l)               Matemática Financeira e Estatística;
m)           Língua Portuguesa.
 Segundo o Ato publicado é competência do Conselho Federal de Contabilidade elaborar e divulgar, de forma obrigatória no Edital, os conteúdos programáticos das respectivas áreas que serão exigidos nas provas para Técnicos em Contabilidade e Bacharéis em Ciências Contábeis. Além disso as provas serão elaboradas com questões objetivas, múltipla escolha, podendo-se a critério do CFC, incluir questões para respostas dissertativas.
Finalmente no artigo 13 a Resolução esclarece que o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e os Conselhos Regionais de Contabilidade (CRCs), seus conselheiros efetivos e suplentes, seus empregados, seus delegados e os integrantes das Comissões Estratégica, Operacional e de Aplicação de Provas não poderão oferecer, participar ou apoiar, a qualquer título, os cursos preparatórios para os candidatos ao Exame de Suficiência, sob pena de aplicação das penalidades cabíveis.
 Quem desejar conhecer o teor da Resolução basta acessar o link a seguir:

Iasb e Fasb completam a primeira fase

Iasb e Fasb anunciaram que está completa a primeira fase do projeto da abordagem conceitual, que inclui as características qualitativas das demonstrações contábeis.

P.S. No documento divulgado agora, um gráfico de pizza na página 3. Mostra as contribuições por região geográfica. O problema é que a pessoa responsável pela elaboração do gráfico usou provavelmente uma planilha. E esqueceu de deixar fora do gráfico a informação do total. Com isto, na distribuição geográfica, 50% das contribuições, segundo o gráfico, vieram do "Total" e os outros 50% tiveram sua origem na Europa, ... (Vamos ver até quanto eles manterão o gráfico na página).

P.S 2 - O objetivo passa ser:

To provide financial information about the reporting entity that is useful to existing and potential investors, lenders and other creditors in making decisions about providing resources to the entity

P.S 3 - As características seriam:

The chapter of the new Conceptual Framework on qualitative characteristics deals with the attributes that make financial information
useful. They are:
• relevance and faithful representation—the fundamental qualitative characteristics
• comparability, timeliness, verifiability and understandability—the enhancing qualitative characteristics that distinguish more useful
information from less useful information.
Cost is a pervasive constraint on the reporting entity’s ability to provide useful financial information.


Via Contabilidade Financeira

Globalização contábil que gera valor

por Caio de Mase*
28/09/2010
Em artigo, Caio de Mase fala sobre o desenvolvimento do profissional da área
O fenômeno da Globalização é mais do que conhecido. Para as empresas brasileiras, no entanto, há ainda uma nova possibilidade de integração econômica no horizonte graças à obrigatoriedade da adequação das demonstrações contábeis financeiras às normas internacionais da contabilidade, conhecida como IRFS (International Financial Reporting Standard).
Depois de escapar da crise financeira mundial de 2009, o Brasil tem pela frente, segundo indicam especialistas e os principais índices macroeconômicos, um cenário de crescimento para os próximos anos.  Com a economia em evidência, o País deve quebrar em 2010 recordes de fusões e aquisições, por exemplo, além de se tornar cada vez mais atrativo para a abertura de novos negócios e a chegada de outras multinacionais.
Se o atual momento já é visto de forma positiva, a adequação às normas e padrões internacionais da contabilidade agregará ainda mais valor às empresas brasileiras.  O balanço financeiro, conhecido como BR GAAP, é visto com certa desconfiança pelo mercado internacional, seja por falta de entendimento ou pelas peculiaridades do sistema nacional, que ‘mascararia’ informações relevantes.  Empresas adaptadas ao IRFS garantirão ao mundo a confiabilidade nas informações apresentadas na hora de serem avaliadas. Aliado ao bom cenário da economia brasileira poderá ser também um propulsor de novos negócios.
Corporações de natureza S.A. (Sociedade Anônima) e Sociedades de Grande Porte, com ativo total superior a R$ 240 milhões e receita bruta anual (no exercício anterior) superior a R$ 300 milhões são obrigadas a se adequar e serão beneficiadas por isso. O exemplo, portanto, deve ser visto com bons olhos e seguido pelas demais companhias que desejam estar inseridas no contexto global da contabilidade. A transição abrirá possibilidades e novas oportunidades de negócios, sem dúvida.
Próximo do último trimestre do ano, período de elaboração das demonstrações financeiras contábeis, as empresas brasileiras entram em reta final para efetivas as mudanças necessárias. Em muitos casos, essa reformulação passa pela contratação de profissionais especializados, ou pela busca de consultorias da área e treinamento.
A movimentação já impacta de forma acentuada o mercado e promove o aumento na demanda por profissionais da área de contabilidade capazes de operar a transição do BR GAAP para os padrões internacionais.  O conhecimento do IFRS é visto hoje como mais do que um diferencial, é quase exigência. Cerca de 80% das empresas buscam profissionais de contabilidade com essa característica. O inglês fluente também completa o perfil desejado, apesar de apenas 20% dos candidatos apresentam o nível de inglês requerido. 
Este profissional qualificado, em momento de aquecimento da economia, dificilmente está desempregado.  Por conta disso, empresas têm promovido a ‘dança das cadeiras’ entre si, em busca deste profissional, que em última análise sai prestigiado. Um gerente contábil, por exemplo, pode ter seu salário valorizado de R$ 8 mil para R$ 14 mil.
Do ponto de vista contábil, a globalização, enfim chega ao Brasil.
* Caio de Mase é especialista em recrutamento da Robert Half

Via Financial Web

sábado, 25 de setembro de 2010

Projeto obriga grandes empresas a publicar balanços


Agência Câmara

Tramita na Câmara o Projeto de Lei 7553/10, do deputado Carlos Bezerra (PMDB-MT), que obriga as empresas de grande porte, com ou sem ações na Bolsa, a publicar suas demonstrações financeiras em jornais de grande circulação ou na internet.
A proposta muda a Lei 11.638/07, que, por sua vez, alterou a Lei das S.As. e estendeu às sociedades de grande porte disposições relativas à elaboração e divulgação de demonstrações financeiras.
Carlos Bezerra destaca que a Lei 11.638 gerou dúvidas acerca da aplicação da regra que obriga a publicação das demonstrações financeiras. Segundo ele, o projeto garante segurança jurídica ao estabelecer essa obrigatoriedade de modo explícito.
Considera-se de grande porte, para efeito da lei, a sociedade ou o conjunto de sociedades sob controle comum que tiver, no exercício social anterior, ativo total superior a R$ 240 milhões ou receita bruta anual superior a R$ 300 milhões.
Globalização
De acordo com o parlamentar, a integração do mercado brasileiro ao contexto econômico mundial, fruto da evolução da renda nacional e da eficiência das empresas, tem exigido a adoção de mecanismos que aproximem as práticas da economia brasileira daquelas utilizadas globalmente.
Um aspecto fundamental, explica, relaciona-se com a necessidade de adoção de princípios contábeis uniformes. Ele afirmou que a Lei 11.638/07 já avançou nesse sentido, mas não é o bastante.
Tramitação
O projeto será analisado, de forma conclusiva [1] pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


[1] Forma conclusiva: Rito de tramitação pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. O projeto perderá esse caráter em duas situações: - se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição por uma, aprovação por outra); - se, depois de aprovado pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por 51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará ser votado pelo Plenário.

Via Análise de Balanços

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Transformando plástico em petróleo

Japonês cria máquina que transforma plástico em petróleo
Você já deve saber que o plástico é o material originado do petróleo, certo? Agora a novidade é que este material reciclável pode ser transformado de volta em sua matéria-prima – o petróleo.

Isso mesmo! Lá no Japão, uma equipe de pesquisadores conseguiram criar uma máquina "caseira" capaz de converter materiais plásticos em petróleo, podendo então obter seus combustíveis derivados.
De acordo com a equipe, esta máquina é capaz de converter 1kg de plástico em 1 litro de petróleo, o que é uma eficácia impressionante, principalmente levando em consideração que não é gerado Dióxido Carbôno (CO2) durante o processo!
Esta é uma ótima notícia a favor da atual tendência de sustentabilidade. Só não temos ainda, infelizmente, informações sobre sua disponibilidade comercial.
Mais abaixo você confere um vídeo com mais detalhes sobre o aparelho.
Assista ao Vídeo AQUI (em Japonês, legendado em inglês)
Fonte: Techzine

Via Análise de Balanço



Assisti ao vídeo e é fantástico. Leia também sobr o assunto aqui.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A China sobe um degrau

Autor(es): Milton Gamez
Isto é Dinheiro - 23/08/2010
 


O país ultrapassa o Japão e se torna a segunda maior economia do mundo. O primeiro lugar é apenas uma questão de tempo


São 11 horas da noite e um calor insuportável castiga milhares de turistas que passeiam no calçadão do Bund, na margem esquerda do rio Huangpu. As águas que dividem Xangai ao meio evaporam e embaçam as lentes dos chineses e ocidentais que miram a imensa torre de tevê e os prédios altíssimos do outro lado, em Pudong, num show de cores e luzes parecido com o da Times Square, em Nova York.

Ao fotografar a moderna China do século XXI, os turistas dão as costas às construções europeias que caracterizam a parte mais antiga da cidade, uma área portuária dominada pelos estrangeiros no passado. Na verdade, a China como um todo acaba de virar mais uma página da história ao se transformar na segunda maior economia do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

Esperada há algumas semanas, a notícia foi confirmada na segunda-feira 16, quando o Japão divulgou um crescimento menor que o esperado do PIB no segundo trimestre do ano, de apenas 0,4%. Com isso, o valor nominal da geração de riqueza no Japão atingiu US$ 1,286 trilhão entre abril e junho, abaixo dos US$ 1,335 trilhão obtido pela China no mesmo
período.

Como cresce a um ritmo de 10% ao ano, o país mais populoso do mundo deve manter a posição no segundo semestre e superar a produção japonesa até o final de 2010, apenas três anos depois de deixar a Alemanha para trás. As estatísticas provam que a China, ao romper a barreira do PIB de US$ 5 trilhões, não é apenas uma economia emergente.

É uma verdadeira superpotência econômica que, obviamente, deve ser tratada como tal. Nessa velocidade, a China pode superar os EUA antes de 2030. No ano passado, o PIB americano foi de US$ 14 trilhões.

Quem faz negócios com os chineses não tem dúvidas de que essa ascensão econômica é um caminho sem volta. Para a maioria dos  países asiáticos, a China já é o maior parceiro comercial, na frente do  Japão. Isso também é verdade para o Brasil.

Se nas últimas décadas as reformas liberalizantes do governo comunista abriram o país para o mundo, atraindo investimentos de várias multinacionais, o que irá assegurar o crescimento nos próximos anos? A resposta está no próprio mercado interno, formado por 1,3 bilhão de consumidores.

Do alto de seus seis mil anos de história, o país ainda engatinha rumo ao que poderá ser no futuro. A renda per capita é de US$ 3,7 mil, anos-luz em termos econômicos em relação à do Japão (US$ 37,8 mil) e à dos Estados Unidos (US$ 46,4 mil).

Hoje, a China gasta fortunas para construir trens-bala e integrar as várias províncias ao milagre econômico. O potencial de crescimento é gigantesco. A China ainda é um país que está se desenvolvendo, tem um longo caminho pela frente e não vai parar por aqui.

Há muito a ser feito nas próximas décadas, afirmou à DINHEIRO  Helen Wong, presidente do HSBC Bank China, o maior banco estrangeiro  em operação no país. Fundado em Hong Kong e em Xangai em 1865 para financiar o comércio exterior, o banco HSBC cresceu fora da China comunista e virou um banco global, sediado em Londres.

Agora, está investindo para crescer na parte continental do país, dominada pelos bancos estatais. O presidente mundial, o inglês Michael Geoghegan, que dirigiu a filial brasileira, mudou-se para Hong Kong recentemente, já que metade das receitas do grupo vem da Ásia e os ventos econômicos continuam soprando forte naquela região.

Do seu escritório, no 37º andar do recém-inaugurado HSBC Building em Pudong, Helen observa a antiga sede do banco, no Bund, na margem oposta do rio. Ela não tem medo de superaquecimento seguido de recessão, como houve no Japão. O governo tem o controle da economia e está tomando as medidas corretas, afirma.

Onze andares abaixo, o carioca Henrique Vianna comanda uma nova área, a Latin America/Asia desk, criada há cinco meses para atender multinacionais com negócios nas duas regiões. Sinal dos tempos. Tudo acontece muito rápido na China.

Há menos de 20 anos, este lado da cidade era uma área rural. Hoje é um importante centro financeiro, com alguns dos prédios mais altos do mundo, diz Vianna. Não por acaso o pavilhão da China na Shanghai Expo 2010, a maior feira do mundo, que acontece na cidade, é o mais visitado, com filas de até cinco horas de espera. Sem pressa, os chineses estão chegando lá.

Via Ministério do Planejamento do Brasil

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Comitê da Basileia anuncia acordo sobre nova regulamentação do setor bancário

Reformas incluem a definição de capital, o tratamento dos riscos de crédito de contrapartes, a taxa de alavancagem e os padrões globais de liquidezRenato Martins, da Agência Estado
LONDRES - Representantes de bancos centrais e órgãos reguladores do setor financeiro internacional anunciaram que chegaram a um "acordo amplo" sobre o formato de uma reforma da regulamentação sobre capital e liquidez. A calibragem dessa reforma e os prazos para sua implementação gradual deverão ser discutidos em nova reunião, em setembro.
Em comunicado divulgado ao fim da uma reunião nesta segunda-feira na Suíça, o Comitê de Supervisão Bancária da Basileia disse que o acordo inclui a definição de capital, o tratamento dos riscos de crédito de contrapartes, a taxa de alavancagem e os padrões globais de liquidez. Detalhes da regulamentação de colchões de liquidez serão definidos até o fim do ano, diz o comunicado.
"Os acordos alcançados hoje são um marco que fortalece a capacidade de resistência do setor bancário em uma forma que reflete as lições da crise", disse o presidente do Banco Central Europeu (BCE) e chairman do Grupo de Diretores e Chefes de Supervisão, Jean-Claude Trichet. Segundo ele, o grupo "assegurou que as reformas sejam rigorosas e promovam a estabilidade do sistema bancário no longo prazo. Vamos implementar os arranjos da transição e assegurar que o setor bancário seja capaz de dar apoio à recuperação econômica".
O presidente do Comitê da Basileia e presidente do Banco Central da Holanda, Nout Wellink, afirmou que os arranjos para a implementação gradual da reforma "vão permitir que o setor bancário se adapte aos novos padrões por meio de uma retenção razoável de lucros e elevação dos níveis de capital". Ele acrescentou que muitas instituições financeiras já deram "passos substanciais" para o fortalecimento de sua base de capital e de liquidez. As informações são da Dow Jones.

Via Estadão

Exame de Suficiência será exigido apenas em novembro

26/07/2010 Exame de Suficiência será exigido apenas em novembro


O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) prorrogou de 29 de julho para 29 de outubro o prazo máximo para que bacharéis em Ciências Contábeis e técnicos em contabilidade solicitem o registro profissional sem a realização do Exame de Suficiência. A partir de 1º de novembro, uma segunda-feira, passa a ser obrigatória a aprovação no Exame para o exercício da atividade contábil. De acordo com o presidente do CFC, Juarez Domingues Carneiro, a decisão de prorrogar o prazo foi tomada na sexta-feira passada, em reunião plenária da entidade, realizada em Brasília,com base em relatório apresentado pela comissão técnica, composta por conselheiros de todo o Brasil, responsável pela implementação do Exame. "Foram apontadas dificuldades operacionais, como o tempo necessário à contratação da instituição que ficará encarregada por promover o Exame", explicou.
Juarez Carneiro
Juarez Domingues Carneiro, presidente do CFC


As informações sobre o Exame foram repassadas pelo presidente do CFC, como notícia em primeira mão, sexta-feira à noite, em  palestra ministrada no Hotel Internacional Termas do Gravatal, local onde aconteceu a Assembléia Geral da Federação dos Contabilistas Catarinenses (Fecontesc), com a presença de lideranças contábeis de todo o Estado. Na oportunidade, Juarez Carneiro falou da importância - para o fortalecimento da profissão - da Lei nº 12.249, sancionada em 11 de junho, que garantiu o retorno do Exame de Suficiência e deu ao CFC o poder de normatizar. Ele lembrou que a contabilidade hoje, no mundo, já é a quinta profissão mais demandada e, nos próximos 10 anos, pode chegar ao topo. "Para isso precisamos contar com uma legislação moderna e investir no constante aprendizado", listou.


Outra novidade repassada pelo presidente do CFC foi a decisão da entidade, também tomada sexta-feira, de fazer uma campanha de arrecadação de recursos para a construção de 100 casas em Santana do Mundau, uma das localidades mais castigadas pelas enchentes que atingiram o Estado de Alagoas. "Tenho certeza que os contabilistas catarinenses, por também terem passado pelo mesmo drama, serão solidário nesta hora", observou.

Reunião -
A reunião da Fecontesc debateu vários temas de interesse da classe contábil, como honorários, educação continuada, Substituição Tributária e o Registrador Eletrônico de Ponto (REP). Participaram do encontro o deputado federal Cláudio Vignatti e o deputado estadual Renato Hinnig, que falaram sobre seus projetos e das ações que vêm desenvolvendo para impedir que as empresas enquadradas no Simples Nacional sejam prejudicadas pelo regime de Substituição Tributária. Também estiveram presentes os presidentes da Fenacon, Valdir Pietrobom; da Fecontesc, Jandival Ross; do CRCSC, Adilson Cordeiro (em exercício); e dos Sescons Santa Catarina, Elias Nicoleti Barth, de Blumenau, Daniela Zimmermann Schmitt, e da Grande Florianópolis, Augusto Marquart Neto.



Márcia Quartiero
Assessoria de Comunicação do CRCSC


Via CFC