segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Novo Grupo de Normas Contábeis, Liderado pelo Brasil, Dá Voz à America Latina no IASB

O Grupo, denominado Glenif, é presidido por Juarez Domingues Carneiro, do Conselho Federal de Contabilidade

O Brasil, representado pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC), foi eleito líder do novo grupo de emissores de normas contábeis dos países da América Latina (Glenif, na sigla em Espanhol ou Glass, em Inglês). O organismo, criado em junho último, é dirigido por Juarez Domingues Carneiro, também presidente do CFC, e tem por objetivo trabalhar em parceria com o IASB (International Accounting Standards Board - Comitê Internacional das Normas Internacionais de Contabilidade), em aspectos técnicos, respeitando a soberania nacional de cada país membro. Além disso, é missão do Glenif promover a adoção da convergência das normas internacionais de Contabilidade e colaborar com governos, reguladores e outras organizações regionais, nacionais e internacionais que contribuam para a melhor qualidade financeira dos Estados.

Na prática, o Glenif (Grupo Latino-Americano de Emisores de Normas de Información Financiera) é formado por 12 países da América Latina. De acordo com Juarez Domingues Carneiro, o IASB, o principal órgão mundial no que diz respeito à padronização e fixação das normas contábeis, “ouve e fala" com o mundo por meio de blocos, procurando consenso entre Europa, América, Ásia e Oceania, os blocos já existentes formalmente.

“Agora, com a criação do Glenif, o Grupo representante dos países latinoamericano passa a ter voz e voto no IASB. Antes da formação do bloco, todo o processo de elaboração das novas normas internacionais era feito sem a participação efetiva do Brasil, dos países da América do Sul e do Caribe. No IASB, a posição consolidada em bloco tem muito mais força do que a opinião manifestada isoladamente por um país. E era justamente o que vinha acontecendo com os países integrantes da América Latina até o surgimento do Glenif”, explica Carneiro.

O Brasil vem implementando as normas internacionais no setor empresarial, incluindo as pequenas e médias empresas, no setor público, de auditoria e terceiro setor. Na visão de Juarez Carneiro, a criação do Glenif mostra o reconhecimento do estágio em que o País se encontra em termos de normatização. “Atuaremos em total parceria com o IASB. Temos, no Brasil, vários aspectos de liderança que estão sendo percebidos internacionalmente. O Glenif beneficiará todos os contabilistas, empresários contábeis e estudantes, além da sociedade de forma geral, visto que trabalharemos em prol da qualidade financeira dos países envolvidos”.

Em agosto, houve uma reunião de planejamento das ações do Grupo, na Venezuela, em que foram traçados os planos e metas do Glenif para os próximos dois anos. Vale destacar que na reunião foi aprovada a formação do primeiro Grupo Técnico de Trabalho cujo tema é a Agenda Futura do IASB, tendo como coordenador o professor Ricardo Lopes Cardoso. Integram o grupo profissionais indicados pelas organizações dos países que compõem o Glenif. Na próxima reunião do Glenif, agendada para o dia 26 de outubro, em São Paulo, será discutida e apresentada ao Diretório a proposta do GTT Agenda IASB (acesse o link http://www.cfc.org.br/conteudo.aspx?codMenu=328 e acompanhe o trabalho desenvolvido pelo GTT).

Está em processo de formação o segundo GTT – Consolidación en Empresas de Inversinón. Os países que integram o Glenif já estão indicando os seus representantes para o GTT, que será coordenado por representante da Argentina.

A diretoria do Glenif é constituída por: presidência, Juarez Domingues Carneiro, presidente do Conselho Federal de Contabilidade (CFC)-Brasil; vice-presidência, Jorge Gil, da Federación Argentina de Consejos Profesionales de Ciências Económicas (Facpce)-Argentina ; diretoria: Rafael Rodrigues Ramos, da Federación de Colégios de Contadores Públicos de Venezuela (FCCPV)- Venezuela; Felipe Pérez Cervantes, do Consejo Mexicano de Normas de Información Financiera (Cinif)- México;Wiston Fernandez, do Colegio de Contadores, Economistas y Administradores del Uruguay (CCEAU)- Uruguai; Mario Muñoz Vidal, do Colegio de Contadores de Chile- Chile.

Perfil de Juarez Domingues Carneiro- Juarez Domingues Carneiro é natural de Florianópolis Santa Catarina - Brasil, é formado em Ciências Contábeis (UFSC); Direito (UFSC) e Administração (ESAG); Especialista em Organização Sistemas e Métodos (UFSC); Especialista em Qualidade (Penn State University - State College - Pensylvania - USA); Mestre em Engenharia da Produção - Inovação Tecnológica – (UFSC); Doutorando em Engenharia e Gestão Conhecimento (UFSC); Doutorando em Contabilidade (Universidade de Aveiro - Portugal); Ex-Presidente do Conselho Regional de Contabilidade de Santa Catarina (CRCRSC); Ex-Conselheiro do Conselho Regional de Administração (CRASC); Professor de Cursos de Graduação e Pós- graduação; Diretor Martinelli Auditores; Vice-Presidente da Fundação CPC; Presidente do Conselho Federal de Contabilidade - CFC; Presidente do Grupo Latinoamericano de Emisores de Normas de Información Financiera – GLENIF, Consultor em Planejamento Estratégico, Gestão Estratégica da Qualidade, Responsabilidade Social e Balanço Social. Coordenador e Autor dos Livros “Proposta Nacional de Conteúdo para o Curso de Graduação em Ciências Contábeis” e “Gestão Pública Responsável”.

Fonte: Portal Fator Brasil.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

BNDES com Pão de Açúcar e Carrefour????

Segue a reportagem interessande...

Vídeo aqui..

"Uma história mal contada". É assim que o editor de Mercado, Raul Juste Lores, se refere no debate acima ao aporte de recursos realizado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para a fusão entre o grupo Pão de Açúcar e a rede francesa Carrefour.
"Entre a briga do [sócio francês] Casino e o Pão de Açucar, por que o Estado brasileiro tem que entrar com R$ 4 bilhões?, questiona o editor em conversa com os repórteres Mario Cesar Carvalho e Toni Sciarretta.
Lores ainda explica que entre os argumentos usados pelo governo está a distribuição de produtos brasileiros pelo mundo. "A gente sabe que o Brasil é um país muito caro. Então, que produtos vão sair daqui e serem comprados na China ou na França?"
Já a ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil) negou que haja recurso público na fusão e que essa é uma ação de mercado da BNDESPar, braço de participações do banco em empresas privadas, e não passa pelo crivo do governo.
GIGANTE VAREJISTA
Contra a vontade do Casino, o empresário Abilio Diniz se associou ao banco BTG Pactual e ao BNDES para comprar as operações do Carrefour no Brasil, formando um gigante sem concorrente à altura e com 32% do varejo supermercadista brasileiro.
Se a operação for aprovada, a nova empresa teria 11,7% do Carrefour mundial, deixando os brasileiros na posição de maiores acionistas da rede francesa no mundo.

Fonte: Estadão.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Falecimento do Dr. Goldratt criador da TEORIA DAS RESTRIÇÕES (TOC).

Segue nota sobre o "Falecimento do Dr. Goldratt criador da TEORIA DAS RESTRIÇÕES (TOC)."

Via Contabilidade Financeira.

Destaco que este livro (A Meta) é ímpar. Meu primeiro contato com ele foi ainda na Graduação, onde o prof. Ruy, de português, solicitou que fizessemos uma leitura.
Depois disto, foi na especializalão, no mestrado e até hoje com o filme "A Meta".

Vale destacar que o outro livro dele, Corrente Crítica, também é muito bom. Fala de um professor que tem como desafio ministrar aulas na pós-graduação. Vale a pena

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Abertura de curso de Especialização no DCCA/UnB

O Departamento de Ciências Contábeis e Atuariais da UnB está com dois cursos de especialização abertos:
1) Planejamento Tributário, e
2)Contabilidade Societária com ênfase em IFRS.
Mais detalhes, folders e fichas de inscrições, clique aqui.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Efeitos dos IFRS 2: Raros, profissionais da área inflacionam mercado

Multidisciplinar. Especialista do setor em que sua empresa atua. Alinhado às estratégias da companhia. Colaborador freqüente de seus diversos departamentos. E muito difícil de ser encontrado.

Essas são algumas das principais características dos contadores e auditores que o mercado busca para aplicar as novas normas contábeis.

A dificuldade em formar e treinar esse tipo de mão de obra, altamente especializada, já pode ser notada na ponta final. Empresas de todos os tipos, segmentos e tamanhos têm encontrado barreiras para atrair o
profissional adequado.

Pesquisa inédita da Robert Half mostra que o Brasil é, de longe, o país cujas empresas mais pretendem ampliar suas equipes de finanças e contabilidade. Até o final do ano, 54% das companhias entrevistadas vão buscar novos profissionais. Crescimento dos negócios (53%) e aumento da carga de trabalho (30%) são os principais motivadores do movimento, diz o levantamento.

“Em menos de dois meses é  impossível preencher uma vaga dessas. Temos como cliente uma empresa que busca um profissional de ponta há oito meses”, diz Mário Custódio, especialista em recrutamento da divisão
de finanças e contabilidade da Robert Half.

Para iniciar a implantação do International Financial Reporting Standards (IFRS) diversas organizações de grande porte contrataram os serviços de consultorias especializadas, diz Custódio. O treinamento ajudou a capacitar parte das equipes internas. Mas é insuficiente para tornar alguém especialista no tema. “O volume de trabalho das áreas contábeis é grande e as companhias percebem que precisam de alguém que conheça em profundidade o IFRS
e saiba aplicar as normas”.

Um fator que impede o preenchimento de vagas é a pouca familiaridade dos candidatos com a língua inglesa aplicada aos conhecimentos contábeis, explica o especialista da Robert Half.

Tão raros no mercado, profissionais para essas funções estão muito valorizados. Dependendo do tamanho da empresa contratante, o salário de um especialista pode chegar a cerca de R$ 12 mil mensais.

“Recentemente, uma empresa queria pagar R$ 7 mil. Até conseguiu o profissional pelo valor, mas seu inglês deixava a desejar, o que fez o montante subir na busca de outro profissional”, diz Custódio.

Quando se fala em cargos de nível gerencial, esses valores variam entre R$ 15 mil e R$ 20 mil.E não são apenas nos salários que contadores e auditores estão se destacando. Para reter talentos, as empresas estão dispostas
a melhorar pacotes de incentivo e plano de carreira.

Fonte: Brasil Econômico/Luciano Feltrin –  07/06/2011

Efeitos dos IFRS 1: Contador terá perfil executivo no futuro


Dica do Flávio, aluno de Teoria Contábil

terça-feira, 7 de junho de 2011

Harmonização no Setor Público Brasileiro: Audiência Pública do CFC

O Conselho Federal de Contabilidade (CFC)  oferece à Audiência Pública as seguintes minutas de Normas Brasileiras de Contabilidade.
São 14 NBC TSP em audiência (até o dia 15/06 são 7 e mais 7 até o dia 29/07/2011).
Para acessar as normas e enviar algum tipo de comentário, clique aqui.


Fonte: CFC

sábado, 14 de maio de 2011

IASB e FASB divulgam orientações sobre a mensuração de valor justo e para evidenciação

O IASB e o Financial Accounting Standards Board (FASB) emitiram novas orientações sobre a mensuração do valor justo e requisitos de divulgação para o IFRS e USGAAP.

Continue lendo aqui...

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Crise nas IFRS?

Tom Selling escreve que a adoção das normas internacionais acabou (IFRS Adoption is Dead! (I Think)). Mas sem muita certeza, como se nota no parênteses. Analisando a história recente da convergência entre Fasb e Iasb, Selling relembra que a SEC foi muita passiva no processo e, ao mesmo tempo, omissa. Mais recentemente a SEC anunciou que estaria discutindo a “incorporação das IFRS no US GAAP”.

Este termo é realmente interessante e mostra que os Estados Unidos não estão dispostos a adaptarem-se as normas internacionais. Por isto a dúvida de Selling.

David Albrecht lembra a afirmativa de Orlik: a IFRS está começando a desmoronar e os problemas estão aparecendo.

É interessante que este tipo de discussão não chegou no Brasil. Talvez o fato de que nossa contabilidade estava “atrasada” em relação as IFRS tenha ajudado; isto não ocorre com os Estados Unidos, já que o US GAAP parece ser superior as IFRS. Mas resolvemos adotar um padrão menos testado.

Outro aspecto importante, e que poucos comentam, é que a rigor o Brasil não adotou as IFRS plenamente. Por dois motivos: a) o Banco Central não endossou as normas do CPC; b) as normas do CPC não refletem integralmente as normas internacionais (reavaliação, por exemplo).


Via Contabilidade Financeira

segunda-feira, 2 de maio de 2011

IBRACON LANÇA “PRÊMIO TRANSPARÊNCIA UNIVERSITÁRIO”, QUE LEVARÁ ESTUDANTE E PROFESSOR A NOVA YORK

O Ibracon – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil, lançou do prêmio “Transparência Universitário”, destinado a estudantes de graduação em ciências contábeis e que premiará o estudante autor do trabalho e seu professor orientador com uma viagem a Nova York, nos Estados Unidos, para uma visita ao ao Instituto Americano de Contadores Públicos Certificados (AICPA) e a uma universidade note-americana que mantenha cursos de Ciências Contábeis.
O Prêmio Transparência Universitário foi lançado durante evento realizado, em São Paulo, com a participação de aproximadamente 100 pessoas, entre contadores, auditores independentes, representantes de firmas de auditoria independente, membros de entidades ligadas ao setor de contabilidade e auditoria indepencente, além de reguladores da profissão e representantes de entidades do mercado.
O prêmio “Transparência Universitário” é uma iniciativa do Ibracon e nessa primeira edição do prêmio, o tema escolhido para o trabalho é: “A Convergência das Normas Brasileiras de Contabilidade às Normas Internacionais de Contabilidade”. A presidente do Ibracon, contadora Ana María Elorrieta destacou a relevância da parceria com a AICPA, que prontamente acolheu a ideia da realização do concurso que possibilitará que os premiados possam conhecer a experiência do instituto norte-americano.
Além do aluno autor e do professor orientado serem premiados, a Instituição de Ensino Superior (IES)em que o autor está matriculado, receberá exemplares do livro Normas Internacionais de Relatório Financeiro (IFRS), versão mais atual dispoonvel para sua biblioteca. Já a IES que apresentar o maior número de trabalhos inscritos receberá menção honrosa do Prêmio Transparência Universitário e exemplares do livro IFRS, versão mais atual dispoonvel para sua biblioteca.
Convidados conferiram o lançamento do prêmio "Transparência Universitário"
O objetivo do prêmio “Transparência Universitário” é reconhecer alunos de cursos superiores em Ciências Contábeis que, por meio de suas pesquisas, melhor se preparam para o exercício da profissão, e também o de incentivar os estudantes a produzirem trabalhos sobre questões relacionadas às áreas de Contabilidade e Auditoria independente, sob a supervisão de Professores Orientadores e apoio das IESs - Instituições Superiores de Ensino - a que pertencem.
O prêmio “Transparência Universitário” é uma forma de o Instituto cumprir seu papel de estimular o desenvolvimento de novos profissionais, incentivando a pesquisa acadêmica e contribuindo para difundir os conceitos e princípios da Contabilidade e da Auditoria Independente, declarou Ana María Elorrieta, presidente da Diretoria Nacional do Ibracon.

Para participar, os alunos interessados devem estar cursando bacharelado em Ciências Contábeis em IESs, regularmente registradas no MEC – Ministério da Educação e Cultura, e deverão inscrever seus trabalhos preenchendo uma ficha no Portal do Ibracon (www.ibracon.com.br). Serão aceitos trabalhos entregues até o dia 15 de agosto de 2011. Após a pré-seleção que definirá os trabalhos finalistas, um júri formado pela direção do Instituto e auditores, apontará o vencedor que ganhará uma viagem cultural, em companhia de seu professor orientador, para visitar o AICPA - Instituto Americano de Contadores Públicos Certificados, parceiro do Ibracon neste concurso cultural, e a uma universidade norte-americana que mantenha cursos de Ciências Contábeis.
Para conhecer mais sobre o Prêmio Transparência Universitário e se inscreve, clique aqui.