Notícias sobre a Convergência Contábil e seus efeitos na contabilidade em âmbito Nacional e Internacional.
quarta-feira, 7 de maio de 2014
Governo Federal regulamenta o Código Florestal
Será que teremos mais um mercado de derivativos, ou apenas foi regulado um já existente?
Governo Federal regulamenta o Código Florestal
Produtores Rurais terão o prazo de um ano para se inscrever
no Cadastro Ambiental Rural - CAR
Nesta segundafeira
(5 de maio de 2014) foi publicado o Decreto presidencial n. 8.235 em edição
extra do Diário Oficial, regulamentando o Programa de Regularização
Ambiental (PRA) e hoje (terça, 6 de maio) o Ministério do Meio Ambiente
publicou a Instrução Normativa (IN) n. 2 de 2014, estabelecendo os
detalhes do Cadastro Ambiental Rural (CAR). A partir de hoje, todos os
proprietários e produtores rurais terão o prazo de 1 ano para se inscrever
no CAR e iniciar o processo de regularização ambiental de seus imóveis.
De acordo
com o Código Florestal todos os imóveis rurais do país devem manter uma área de
Reserva Legal. A lei permite que produtores rurais compensem seu déficit
de Reserva Legal através da compra de Cotas de Reserva Ambiental (CRA) ou
mediante a doação de Unidades de Conservação (UCs) de domínio público pendentes
de regularização fundiária. A compensação pode ser feita com áreas localizadas
em outros Estados, desde que sejam consideradas áreas prioritárias, tais como
as Unidades de Conservação federais e estaduais.
A comercialização de CRAs e
de áreas em Unidades de Conservação para compensação de Reserva Legal pode ser
feita na plataforma BVTrade, criada pela bolsa de valores ambientais (BVRio). A
BVRio desenvolve mecanismos de mercado para facilitar o cumprimento das
leis ambientais brasileiras.
Este decreto terá
um grande impacto para os proprietários e possuidores dos mais de 5 milhões de
imóveis rurais no país, e a BVRio proporciona uma forma simples e eficiente
para os produtores rurais se regularizarem. Por meio da BVTrade, a plataforma
de negociação da BVRio, produtores podem adquirir CRAs e Unidades de
Conservação para fazer a compensação da Reserva Legal", declarou Mauricio
de Moura Costa, Diretor da BVRio e Presidente da BVTrade.
Sobre o CAR: O Cadastro Ambiental
Rural é um registro eletrônico, obrigatório para todos os imóveis rurais do
país. http://www.car.gov.br/
Sobre a BVRio: A bolsa de valores ambientais BVRio é uma
instituição formada para promover o uso de mecanismos de mercado e facilitar o
cumprimento de leis ambientais brasileiras. Através da sua plataforma BVTrade,
a BVRio apoia o desenvolvimento de mercados ambientais em todo o Brasil. A
BVRio foi vencedora
do Katerva Awards 2013, categoria Economia.
Veja
nosso videos no Youtube: www.youtube.com/canalbvrio
sábado, 29 de março de 2014
Novas NBCs trazem normas convergidas ao Código de Ética da IFAC
Por Maristela Girotto
O Plenário do Conselho Federal de Contabilidade aprovou três novas Normas Brasileiras de Contabilidade Profissionais Gerais (NBC PG): NBC PG 100, NBC PG 200 e NBC PG 300. Publicadas no Diário Oficial da União, no dia 25 de março, as novas NBCs estão alinhadas ao Código de Ética da Federação Internacional de Contadores (International Federation of Accountants – Ifac).
De acordo com o preâmbulo das NBCs, o CFC considerou, na elaboração das três Normas, o processo de convergência das Normas Brasileiras de Contabilidade aos padrões internacionais e a autorização, pela International Federation of Accountants, para a tradução e a publicação de suas normas pelo CFC e pelo Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon), outorgando os direitos às duas entidades de realizar tradução, publicação e distribuição das normas internacionais.
A vice-presidente Técnica do CFC, Verônica Souto Maior, explica que as novas NBCs trazem o Código de Ética da Ifac convergido para a realidade brasileira. Porém, segundo ela, a Resolução CFC n.º 803/96, que aprova o Código de Ética Profissional do Contabilista, continua em vigência. “Não há conflito entre as Normas e a Resolução”, explica Verônica.
As novas NBCs
A NBC PG 100 – Aplicação Geral aos Profissionais da Contabilidade tem por base as Seções 100, 110, 120, 130, 140 e 150 da Parte A do Código de Ética da Ifac.
“Uma marca característica da profissão contábil é a aceitação da responsabilidade de agir no interesse público. Portanto, a responsabilidade do profissional da Contabilidade não é exclusivamente satisfazer às necessidades do contratante. Ao agir no interesse público, o profissional da Contabilidade deve observar e cumprir esta Norma. O não cumprimento de parte desta Norma, por determinação legal ou regulamentar, não desobriga o profissional do cumprimento daquilo que não for vedado”, inicia a NBC PG 100.
A NBC PG 200 – Contadores que Prestam Serviços (Contadores Externos) baseia-se nas Seções 200, 210, 220, 230, 240, 250, 260, 270 e 280 da Parte B do Código de Ética da Ifac.
“Esta Norma descreve como a estrutura conceitual contida na NBC PG 100 se aplica a determinadas situações para contadores externos. Esta Norma não descreve todas as circunstâncias e relacionamentos que podem ser encontradas por contador externo que criam ou podem criar ameaças ao cumprimento dos princípios éticos. Portanto, o contador externo é incentivado a permanecer alerta a essas circunstâncias e relacionamentos. Esta Norma se aplica também aos Técnicos em Contabilidade, no que couber”, introduz a NBC PG 200.
De acordo com a NBC PG 200, “contador externo é o contador, independentemente de sua especialização (por exemplo, auditoria, impostos, consultoria ou perícia) em firma que presta serviços profissionais a clientes. O termo é também usado em referência a uma firma de auditores”.
A NBC PG 300 – Contadores Empregados (Contadores Internos) tem por base as Seções 300, 310, 320, 330, 340 e 350 da Parte C do Código de Ética da Ifac.
“Esta Norma descreve como a estrutura conceitual contida na NBC PG 100 se aplica a determinadas situações para contadores que são empregados ou contratados (contadores internos). Esta Norma não descreve todas as circunstâncias e relacionamentos que podem ser encontradas pelo contador interno que criam ou podem criar ameaças ao cumprimento dos princípios éticos. Portanto, o contador interno deve ficar atento a essas circunstâncias e relacionamentos. Esta Norma se aplica também aos Técnicos em Contabilidade”, relata a Norma.
De acordo com a NBC PG 300, “contador interno é o contador empregado ou contratado na função executiva (elaboração da contabilidade da entidade) ou não executiva, em áreas como comércio, indústria, serviços, setor público, educação, setor sem fins lucrativos, órgãos reguladores ou órgãos profissionais, ou contador contratado por essas entidades”.
Fonte: CFC
quarta-feira, 26 de março de 2014
Rebaixamento de nota de crédito do Brasil deve afetar consumidor, segundo especialistas
O noticiário econômico foi inundado desde a última segunda-feira (24)
por uma expressão muito específica: rebaixamento da nota de crédito do
Brasil. O que isso significa?
A Standard and Poor's, companhia de serviços financeiros que faz uma avaliação de riscos para investidores, divulgou na noite da última segunda-feira que a confiança para investimentos no Brasil decaiu e já não é mais a mesma. Mesmo que o posicionamento do governo seja contra esta avaliação, o impacto negativo desta avaliação pode não ser imediato, mas é bastante preocupante.
Segundo a Folha de São Paulo, o rebaixamento da nota brasileira não afetou os mercados e, com este cenário, o valor do dólar chegou a diminuir. Faz todo sentido que a resposta não apareça agora, na avaliação de João da Rocha-Lima Jr., professor da USP e especialista em análise de investimentos.
"O conjunto das críticas envolvem temas recorrentes à economia do Brasil nos últimos anos. A avaliação nada mais é do que o reflexo do do conjunto de fatores da economia brasileira, como contas públicas desorganizadas e crédito induzido pelos bancos estatais. O rebaixamento da nota de crédito, a desconfiança dos investidores, não é por algo que 'aconteceu', mas por algo que 'vem acontecendo' na economia" afirma o professor.
Outros analistas corroboram com Rocha Lima Jr. Segundo a BBC, o mercado brasileiro está com o farol amarelo aceso. Para José Matias-Pereira, professor de finanças públicas na Universidade de Brasília, "o Brasil estava em uma situação privilegiada para um país emergente". Na análise de Matias-Pereira, o momento para este rebaixamento é o pior possível: "essa é uma questão extremamente grave porque reflete na taxa de juros. Não se poderia chegar num momento pior esse rebaixamento. E no fim, quem vai pagar a conta é o contribuinte brasileiro. Isso é um reflexo de baixo crescimento econômico. Se esperava que isso fosse ocorrer apenas depois das eleições, mas veio muito antes do que o esperado" explica.
Cabo de guerra
Nesta terça-feira, o Banco Central veio a público para explicar o rebaixamento da nota de crédito. "Independentemente da avaliação da agência de rating Standard & Poor's, que reclassificou o risco do País, o Brasil tem respondido e continuará respondendo de forma clássica e robusta aos desafios que se colocam no novo quadro internacional", disse o BC em nota. Do outro lado, a Standard & Poor's afirmou que não espera grandes ajustes na política fiscal brasileira, mesmo após as eleições, segundo a diretora responsável pelo Brasil na companhia americana, Lisa Schineller.
Segundo Lisa, a deterioração de indicadores fiscais, incluindo o aumento do déficit público, foi um dos fatores que levaram a agência de classificação de risco a colocar a nota brasileira em perspectiva negativa em junho do ano passado, frisou Lisa. Desde então, essa tendência não mudou muito e não dá sinais de que terá uma guinada.
O imbróglio do rebaixamento da nota foi tamanho que até a Câmara dos Deputados veio à público para defender o governo. Em concórdia com o que afirmou o Banco Central, o presidente da Câmara, Eduardo Alves (PMDB-RN) afirmou que o rebaixamento da nota de crédito causa preocupação, mas o governo deve manter a linha de crescimento do país.
Diante deste cenário, o professor Matias-Pereira, reafirma: "É uma decisão que preocupa porque tem um efeito imediato na taxa de juros e pode afetar o nosso nível de endividamento. É uma decisão muito ruim, mas era uma decisão esperada diante do que tem sido feito em relação ao governo".
Fonte: BrasilPost
A Standard and Poor's, companhia de serviços financeiros que faz uma avaliação de riscos para investidores, divulgou na noite da última segunda-feira que a confiança para investimentos no Brasil decaiu e já não é mais a mesma. Mesmo que o posicionamento do governo seja contra esta avaliação, o impacto negativo desta avaliação pode não ser imediato, mas é bastante preocupante.
Segundo a Folha de São Paulo, o rebaixamento da nota brasileira não afetou os mercados e, com este cenário, o valor do dólar chegou a diminuir. Faz todo sentido que a resposta não apareça agora, na avaliação de João da Rocha-Lima Jr., professor da USP e especialista em análise de investimentos.
"O conjunto das críticas envolvem temas recorrentes à economia do Brasil nos últimos anos. A avaliação nada mais é do que o reflexo do do conjunto de fatores da economia brasileira, como contas públicas desorganizadas e crédito induzido pelos bancos estatais. O rebaixamento da nota de crédito, a desconfiança dos investidores, não é por algo que 'aconteceu', mas por algo que 'vem acontecendo' na economia" afirma o professor.
Outros analistas corroboram com Rocha Lima Jr. Segundo a BBC, o mercado brasileiro está com o farol amarelo aceso. Para José Matias-Pereira, professor de finanças públicas na Universidade de Brasília, "o Brasil estava em uma situação privilegiada para um país emergente". Na análise de Matias-Pereira, o momento para este rebaixamento é o pior possível: "essa é uma questão extremamente grave porque reflete na taxa de juros. Não se poderia chegar num momento pior esse rebaixamento. E no fim, quem vai pagar a conta é o contribuinte brasileiro. Isso é um reflexo de baixo crescimento econômico. Se esperava que isso fosse ocorrer apenas depois das eleições, mas veio muito antes do que o esperado" explica.
Cabo de guerra
Nesta terça-feira, o Banco Central veio a público para explicar o rebaixamento da nota de crédito. "Independentemente da avaliação da agência de rating Standard & Poor's, que reclassificou o risco do País, o Brasil tem respondido e continuará respondendo de forma clássica e robusta aos desafios que se colocam no novo quadro internacional", disse o BC em nota. Do outro lado, a Standard & Poor's afirmou que não espera grandes ajustes na política fiscal brasileira, mesmo após as eleições, segundo a diretora responsável pelo Brasil na companhia americana, Lisa Schineller.
Segundo Lisa, a deterioração de indicadores fiscais, incluindo o aumento do déficit público, foi um dos fatores que levaram a agência de classificação de risco a colocar a nota brasileira em perspectiva negativa em junho do ano passado, frisou Lisa. Desde então, essa tendência não mudou muito e não dá sinais de que terá uma guinada.
O imbróglio do rebaixamento da nota foi tamanho que até a Câmara dos Deputados veio à público para defender o governo. Em concórdia com o que afirmou o Banco Central, o presidente da Câmara, Eduardo Alves (PMDB-RN) afirmou que o rebaixamento da nota de crédito causa preocupação, mas o governo deve manter a linha de crescimento do país.
Diante deste cenário, o professor Matias-Pereira, reafirma: "É uma decisão que preocupa porque tem um efeito imediato na taxa de juros e pode afetar o nosso nível de endividamento. É uma decisão muito ruim, mas era uma decisão esperada diante do que tem sido feito em relação ao governo".
Fonte: BrasilPost
sexta-feira, 7 de março de 2014
Como Gostar de Métodos Quantitativos
Orientando uma aluna hoje, encontrei a impressão de uma postagem antiga que achei bastante interessante sobre gostar de métodos quantitativos, publicada em 14/04/2011, no Blog "Contabilidade Financeira", que post aqui na integra. Obrigado pelo aprendizado do blogueiro.
Como Gostar de Métodos Quantitativos
Nos dias de hoje é cada vez mais comum a utilização de métodos quantitativos. Na área acadêmica quase todos os trabalhos, a partir do mestrado, usam métodos quantitativos. Mesmo em algumas áreas onde a parte discursiva é substancial, como história, administração ou direito, é cada vez mais comum o uso de fórmulas, pesquisas quantitativas, etc. Parece inevitável, portanto, a expansão dos métodos quantitativos. Entretanto, existem pessoas que tem bloqueio dos métodos quantitativos. Este bloqueio é decorrente das notas baixas em matemática no ensino médio ou por ter encontrado um professor que teve o prazer que fazer mais uma pessoa detestar qualquer coisa que tem um número ou uma fórmula. Eis alguns conselhos para resolver seu problema:
1. Pense que você não está sozinho – Muitas pessoas possuem a mesma dificuldade. É muito mais comum encontrar alguém que seja ruim em números do que uma pessoa que seja analfabeta. Mesmo aquela pessoa que parece saber muito sobre o assunto, provavelmente não conhece tudo, tem dificuldades e já teve barreiras. Saber que você não está sozinho é importante para sua auto-estima.
2. Tente vencer o obstáculo aos poucos – Você não conseguirá aprender métodos quantitativos de uma vez. Esqueça isto. Então comece com um passo de cada vez.
3. Comece com um bom livro ou um bom filme – Métodos quantitativos podem ser interessantes. É verdade, acreditem. Para que você possa ter a mesma opinião, comece com lendo um livro que seja acessível ou assista a um bom filme.
4. Em geral aulas da pós-graduação tende a ser mais focada do que aulas de graduação (esta dica eu li no Marginal Revolution) e a qualidade depende do instrutor. Por isto, procure o professor que irá ensinar da forma como você gosta. Em métodos quantitativos existem dois tipos de métodos de ensino: os professores que dedicam a ensinar a essência do método, enfatizando deduções teóricas pesadas; e os professores que ensinam a usar um software estatístico ou matemático. (Na realidade, a maior parte dos professores está num meio termo, apesar do segundo tipo ser muito criticado na academia). Escolha seu professor conforme o estilo dele e seu gosto.
5. Tente não parar de estudar – Continue o aprendizado. Depois de aprender sobre regressão, você pode estudar programação linear, por exemplo. Continue estudando sempre.
6. Tenha um bom companheiro de estudo – O seu companheiro poderá dar um incentivo adicional: o material didático. Já existem no mercado excelentes livros. Se você está estudando regressão múltipla e não entendeu os ensinamentos do Hair (um dos bons livros da área), tente o Field ou Stevenson ou outro qualquer. Às vezes a forma de exposição da idéia por parte de um autor pode ser mais clara do que outro.
7. A melhor forma de vencer o obstáculo é saber que você tem uma necessidade. Lembre-se de que você precisa de métodos quantitativos. Isto pode ser uma motivação adicional para vencer.
Para quem quer começar a gostar de métodos quantitativos, recomendo o seguinte:
a) Numb3rs – Trata-se de uma série de investigação que passou na televisão a cabo brasileira e foi lançada no mercado de vídeo. Em cada episódio, o FBI estava diante de um problema e um grande matemático ajudava o Bureau. Em cada episódio, pelo menos um novo método. Nos Estados Unidos a série era acompanhada de um material didático, com aplicações e exercícios. Mas mesmo sem esta ajuda, é muito interessante acompanhar os irmãos Eppes nas aventuras da série.
b) Último Teorema de Fermat – Este livro, de Simon Singh, conta a história da prova, feita por um inglês, do último teorema de Fermat.
c) O Teorema do Papagaio – É um livro de ficção, de Denis Guedj, também sobre o Teorema de Fermat. É um pouco longo, mas também é didático.
d) Uma Senhora Toma Chá – Também um livro didático, sobre a história da estatística.
e) O Andar do Bêbado – Achei que este livro não deu o devido destaque aos fatos mais recentes. Mesmo assim, é bem escrito e didático
f) O Homem que Calculava – Já estava cometendo uma injustiça, esquecendo de citar Malba Tahan. O homem que calculava é um livro mais juvenil, mas muito interessante. Quem já leu este livro e não gostou?
Como Gostar de Métodos Quantitativos
Nos dias de hoje é cada vez mais comum a utilização de métodos quantitativos. Na área acadêmica quase todos os trabalhos, a partir do mestrado, usam métodos quantitativos. Mesmo em algumas áreas onde a parte discursiva é substancial, como história, administração ou direito, é cada vez mais comum o uso de fórmulas, pesquisas quantitativas, etc. Parece inevitável, portanto, a expansão dos métodos quantitativos. Entretanto, existem pessoas que tem bloqueio dos métodos quantitativos. Este bloqueio é decorrente das notas baixas em matemática no ensino médio ou por ter encontrado um professor que teve o prazer que fazer mais uma pessoa detestar qualquer coisa que tem um número ou uma fórmula. Eis alguns conselhos para resolver seu problema:
1. Pense que você não está sozinho – Muitas pessoas possuem a mesma dificuldade. É muito mais comum encontrar alguém que seja ruim em números do que uma pessoa que seja analfabeta. Mesmo aquela pessoa que parece saber muito sobre o assunto, provavelmente não conhece tudo, tem dificuldades e já teve barreiras. Saber que você não está sozinho é importante para sua auto-estima.
2. Tente vencer o obstáculo aos poucos – Você não conseguirá aprender métodos quantitativos de uma vez. Esqueça isto. Então comece com um passo de cada vez.
3. Comece com um bom livro ou um bom filme – Métodos quantitativos podem ser interessantes. É verdade, acreditem. Para que você possa ter a mesma opinião, comece com lendo um livro que seja acessível ou assista a um bom filme.
4. Em geral aulas da pós-graduação tende a ser mais focada do que aulas de graduação (esta dica eu li no Marginal Revolution) e a qualidade depende do instrutor. Por isto, procure o professor que irá ensinar da forma como você gosta. Em métodos quantitativos existem dois tipos de métodos de ensino: os professores que dedicam a ensinar a essência do método, enfatizando deduções teóricas pesadas; e os professores que ensinam a usar um software estatístico ou matemático. (Na realidade, a maior parte dos professores está num meio termo, apesar do segundo tipo ser muito criticado na academia). Escolha seu professor conforme o estilo dele e seu gosto.
5. Tente não parar de estudar – Continue o aprendizado. Depois de aprender sobre regressão, você pode estudar programação linear, por exemplo. Continue estudando sempre.
6. Tenha um bom companheiro de estudo – O seu companheiro poderá dar um incentivo adicional: o material didático. Já existem no mercado excelentes livros. Se você está estudando regressão múltipla e não entendeu os ensinamentos do Hair (um dos bons livros da área), tente o Field ou Stevenson ou outro qualquer. Às vezes a forma de exposição da idéia por parte de um autor pode ser mais clara do que outro.
7. A melhor forma de vencer o obstáculo é saber que você tem uma necessidade. Lembre-se de que você precisa de métodos quantitativos. Isto pode ser uma motivação adicional para vencer.
Para quem quer começar a gostar de métodos quantitativos, recomendo o seguinte:
a) Numb3rs – Trata-se de uma série de investigação que passou na televisão a cabo brasileira e foi lançada no mercado de vídeo. Em cada episódio, o FBI estava diante de um problema e um grande matemático ajudava o Bureau. Em cada episódio, pelo menos um novo método. Nos Estados Unidos a série era acompanhada de um material didático, com aplicações e exercícios. Mas mesmo sem esta ajuda, é muito interessante acompanhar os irmãos Eppes nas aventuras da série.
b) Último Teorema de Fermat – Este livro, de Simon Singh, conta a história da prova, feita por um inglês, do último teorema de Fermat.
c) O Teorema do Papagaio – É um livro de ficção, de Denis Guedj, também sobre o Teorema de Fermat. É um pouco longo, mas também é didático.
d) Uma Senhora Toma Chá – Também um livro didático, sobre a história da estatística.
e) O Andar do Bêbado – Achei que este livro não deu o devido destaque aos fatos mais recentes. Mesmo assim, é bem escrito e didático
f) O Homem que Calculava – Já estava cometendo uma injustiça, esquecendo de citar Malba Tahan. O homem que calculava é um livro mais juvenil, mas muito interessante. Quem já leu este livro e não gostou?
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
Petrobras declara comercialidade de três áreas do pré-sal
RIO DE JANEIRO, 19 Dez (Reuters) - A Petrobras declarou nesta quinta-feira a comercialidade de três áreas do pré-sal, em processo que deverá aumentar as reservas provadas do país em cerca de 3,7 bilhões de barris de óleo equivalente, ou quase um quarto das reservas totais brasileiras.
A estatal anunciou volume de 459 milhões de barris de óleo equivalente para a área de Carioca, rebatizada de Lapa a partir da declaração de comercialidade.
Para as áreas de Franco e Sul de Tupi, a Petrobras citou volumes contratados com o governo segundo a "cessão onerosa": de 3,058 bilhões de barris e 128 milhões de barris, constatados na fase exploratória, como destacou em comunicado.
As reservas provadas da Petrobras somaram 15,729 bilhões de barris de petróleo e gás natural no Brasil em 2012, na sua última atualização.
A Petrobras declarou comercialidade das áreas de Franco e Sul de Tupi, rebatizando os campos com os nomes de Búzios e Sul de Lula, respectivamente, segundo comunicado da estatal ao mercado nesta quinta-feira.
REVISÃO
Com as declarações de comercialidade das áreas de Franco e Sul de Tupi, inicia-se o processo formal de revisão do contrato de "cessão onerosa", que será realizada bloco a bloco, levando-se em consideração as premissas técnicas e econômicas de cada área, disse a Petrobras.
Esse ajuste no contrato já havia sido antecipado pela diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard, em novembro.
Na oportunidade, ela disse que somente a área de Franco tem tamanho igual ou até maior que a de Libra, com volumes estimados entre 8 bilhões e 12 bilhões de barris, a maior reserva do país.
Franco teria, portanto, volumes superiores aos 5 bilhões de barris contratados na "cessão onerosa", por meio da qual o governo capitalizou em 2010 a Petrobras com recursos equivalentes a essas reservas.
PRODUÇÃO
O Plano de Negócios da Petrobras planeja a entrada em operação de cinco sistemas de produção para o campo de Búzios até 2020, com o primeiro previsto para o terceiro trimestre de 2016.
A produção do campo de Sul de Lula será feita por meio do mesmo sistema de produção previsto para o módulo Extremo Sul do campo de Lula. O Plano de Negócios e Gestão 2013-2017 da Companhia planeja o primeiro óleo desse sistema para o primeiro trimestre de 2017.
LAPA
Localizado a 270 quilômetros da costa do Estado de São Paulo, o campo de Lapa tem começo de produção previsto para o terceiro trimestre de 2016, segundo o último plano de negócios da Petrobras.
O plano de desenvolvimento do campo de Lapa será submetido à ANP em até 180 dias.
Em 2011, o consórcio detentor da concessão do BM-S-9 liderado pela Petrobras (45 por cento), em parceria com as empresas BG Brasil (30 por cento) e Repsol Sinopec Brasil (25 por cento), já havia declarado a comercialidade do campo de Sapinhoá (área de Guará), localizado no mesmo bloco.
Sapinhoá atualmente produz, por meio do navio FPSO Cidade de São Paulo, cerca de 30 mil barris de óleo por dia, por meio de um único poço produtor. Outros poços serão interligados no início de 2014, informou a Petrobras.
(Reportagem de Sabrina Lorenzi)
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
Distribuidoras da Eletrobras devem ser vendidas após eleições, diz fonte
Por Rodrigo Viga Gaier
RIO DE JANEIRO, 17 Dez (Reuters) - O Ministério de Minas e Energia é favorável à venda do controle das distribuidoras da Eletrobras, mas o processo só deverá ser concretizado após as eleições de 2014, afirmou à Reuters uma fonte a par do assunto.
"Isso é líquido e certo", disse a fonte, quando perguntada se o ministério aprova a venda dos ativos.
Segundo a fonte, que falou sob condição de anonimato, o governo --acionista controlador da Eletrobras-- estaria aguardando o momento político ideal para anunciar o aval ao negócio.
"(O anúncio da) decisão pode ter um efeito negativo nas urnas. Mesmo se for positivo, não há garantia de que haverá um bônus eleitoral", disse a fonte.
O cronograma da operação também depende da definição do modelo para renovação de concessões no segmento de distribuição de energia, ainda em análise pelo governo, afirmou a fonte.
As distribuidoras da Eletrobras estão no Amazonas, Acre, Alagoas, Piauí, Roraima e Rondônia. Elas vêm causando prejuízo combinado de mais de 1 bilhão de reais por ano ao grupo.
"A ideia (da estatal) é ficar como minoritária das distribuidoras. O mínimo em discussão é a Eletrobras ficar com um terço da empresa. Seria de 33 a 49 por cento", disse a fonte.
Apesar da eficiência baixa de algumas distribuidoras da Eletrobras e do prejuízo que dão à estatal, há investidores interessados nos ativos, disse a fonte, sem fornecer mais detalhes.
Das seis empresas federalizadas, a mais deficitária é a do Amazonas, porque a tarifa é muito baixa. As duas distribuidoras do grupo no Nordeste estão em situação menos adversa, tendo condições de dar lucro já em 2014 se mantiverem o ritmo de melhoria que vêm apresentando, segundo a fonte.
REORGANIZAÇÃO
A Eletrobras passa por um processo de redução de gastos e melhoria da eficiência para se adaptar à nova realidade do setor elétrico brasileiro, após a renovação antecipada e onerosa de concessões de geração e transmissão.
Ao aceitar os termos propostos pela União no ano passado para manter as hidrelétricas e as linhas de transmissão cujas concessões terminariam de 2015 a 2017, a Eletrobras viu sua receita anual ser reduzida em cerca de 8,7 bilhões de reais.
A venda do controle das distribuidoras pela Eletrobras é vista como um caminho natural para o grupo conseguir atingir sua meta de redução de custos de 30 por cento até 2015. A estatal contratou o Santander para elaborar um plano de reestruturação do negócio de distribuição.
No fim de setembro, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que o governo federal não tinha decisão sobre o futuro das distribuidoras da Eletrobras. Na ocasião, Lobão afirmou que o governo trabalhava com diversas alternativas, desde vender 100 por cento das empresas até continuar com os ativos nas condições atuais.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Nova Roupagem do Blog
O processo de harmonização contábil se deu até meados de 2002, com o
acordo de Norwalk e fortaleceu-se com a implementação pela UE, em 2005,
dos IFRS.
Depois desta fase, argumenta-se que estamos em fase de convergência e não mais de harmonização.
Assim, o site passa a ter o nome de "Convergência Contábil".
Grato a todos que colaboram.
http://convergenciacontabil.blogspot.com.br/
Depois desta fase, argumenta-se que estamos em fase de convergência e não mais de harmonização.
Assim, o site passa a ter o nome de "Convergência Contábil".
Grato a todos que colaboram.
http://convergenciacontabil.blogspot.com.br/
Vale pede registro para emissão de até R$ 1 bilhão em debêntures
SÃO PAULO - (Atualizada às 8h33)
A mineradora Vale submeteu à aprovação da Comissão de Valores
Mobiliários (CVM) o registro da oitava emissão de debêntures, no
montante de até R$ 1,01 bilhão. A operação foi aprovada em reunião do
conselho de administração da empresa no dia 28 de novembro. Os recursos
obtidos com a oferta serão destinados ao projeto Ramal Ferroviário
Sudeste do Pará, projeto de infraestrutura da companhia.
Inicialmente, a companhia pretende colocar no mercado 750 mil papéis simples, não conversíveis em ações, em até quatro séries, com valor unitário de R$ 1 mil, totalizando R$ 750 milhões. O montante pode ser aumentado em até R$ 35%, ou R$ 262,5 milhões, com colocação de lotes suplementar e adicional.
O lote inicial será distribuído sob regime de garantia firme de colocação, prestada pelos coordenad ores Banco Bradesco BBI, BB Banco de Investimento e Banco Itaú BBA. Os lotes extras serão distribuídas sob o regime de melhores esforços de colocação pelos coordenadores.
Para a primeira série, o prazo será de 7 anos, com vencimento em 15 de janeiro de 2021. A segunda série terá prazo de 10 anos, a terceira vencerá em 12 anos e a quarta, em 15 anos. Os coordenadores vão apurar a demanda em diferentes níveis de taxas de juros e vão definir a taxa aplicável à remuneração das debêntures em sistema de “vasos comunicantes”.
As três principais agências de classificação de risco atribuíram nota de crédito "AAA" em escala nacional à oitava emissão de debêntures da Vale, o maior patamar considerando apenas o Brasil. A Moody’s, por sua vez, divulgou rating "Baa2" em âmbito global para os papéis, com perspectiva estável.
A avaliação leva em conta a posição de liderança da companhia em minério de ferro e sua base diversificada de produtos, diz o relatório. Para Moody’s e Fitch, a mineradora tem capacidade de apresentar bom desempenho mesmo em cenário de queda dos preços de sua principal commodity comercializada e manter os indicadores de dívida atuais.
As agências acreditam que o fato de a Vale ter afastado uma incerteza sobre suas operações, que era o pagamento de impostos sobre o lucro que suas controladas e associadas no exterior, sustenta o rating. A empresa aderiu ao Refis, programa de refinanciamento dos tributos, no mês passado.
Na opinião da Standard & Poor’s (S&P), contudo, é exatamente esse forte nível de gastos previstos com a tributação — R$ 22,3 bilhões em 15 anos — que deixa a perspectiva do rating da companhia negativa. Hoje, a nota da S&P para a Vale é de "A-".
O relatório da Moody’s explica ainda que a nota em escala global reflete a instabilidade dos preços do minério de ferro e a expectativa de salto nos custos — principalmente de mão de obra e com royalties. Além disso, a instituição vê como elevado o nível de investimentos e dividendos a serem pagos atualmente.
Mesmo assim, a agência ressalta que a Vale tem feito bom trabalho em seu programa de eficiência, cujas medidas “devem ajudar a minimizar o impacto do avanço nos custos”. A instituição também lembra que a companhia já anunciou paulatina redução em seu nível de dispêndio de capital para os próximos anos.
Segundo a Fitch, o lucro da mineradora vai continuar dependendo do minério de ferro e do apetite do mercado chinês. “Os consideráveis investimentos da Vale em níquel, carvão, fertilizantes e cobre atenuarão apenas parcia lmente o impacto do aumento global da capacidade [do produto]”, afirma o relatório.
Inicialmente, a companhia pretende colocar no mercado 750 mil papéis simples, não conversíveis em ações, em até quatro séries, com valor unitário de R$ 1 mil, totalizando R$ 750 milhões. O montante pode ser aumentado em até R$ 35%, ou R$ 262,5 milhões, com colocação de lotes suplementar e adicional.
O lote inicial será distribuído sob regime de garantia firme de colocação, prestada pelos coordenad ores Banco Bradesco BBI, BB Banco de Investimento e Banco Itaú BBA. Os lotes extras serão distribuídas sob o regime de melhores esforços de colocação pelos coordenadores.
Para a primeira série, o prazo será de 7 anos, com vencimento em 15 de janeiro de 2021. A segunda série terá prazo de 10 anos, a terceira vencerá em 12 anos e a quarta, em 15 anos. Os coordenadores vão apurar a demanda em diferentes níveis de taxas de juros e vão definir a taxa aplicável à remuneração das debêntures em sistema de “vasos comunicantes”.
As três principais agências de classificação de risco atribuíram nota de crédito "AAA" em escala nacional à oitava emissão de debêntures da Vale, o maior patamar considerando apenas o Brasil. A Moody’s, por sua vez, divulgou rating "Baa2" em âmbito global para os papéis, com perspectiva estável.
A avaliação leva em conta a posição de liderança da companhia em minério de ferro e sua base diversificada de produtos, diz o relatório. Para Moody’s e Fitch, a mineradora tem capacidade de apresentar bom desempenho mesmo em cenário de queda dos preços de sua principal commodity comercializada e manter os indicadores de dívida atuais.
As agências acreditam que o fato de a Vale ter afastado uma incerteza sobre suas operações, que era o pagamento de impostos sobre o lucro que suas controladas e associadas no exterior, sustenta o rating. A empresa aderiu ao Refis, programa de refinanciamento dos tributos, no mês passado.
Na opinião da Standard & Poor’s (S&P), contudo, é exatamente esse forte nível de gastos previstos com a tributação — R$ 22,3 bilhões em 15 anos — que deixa a perspectiva do rating da companhia negativa. Hoje, a nota da S&P para a Vale é de "A-".
O relatório da Moody’s explica ainda que a nota em escala global reflete a instabilidade dos preços do minério de ferro e a expectativa de salto nos custos — principalmente de mão de obra e com royalties. Além disso, a instituição vê como elevado o nível de investimentos e dividendos a serem pagos atualmente.
Mesmo assim, a agência ressalta que a Vale tem feito bom trabalho em seu programa de eficiência, cujas medidas “devem ajudar a minimizar o impacto do avanço nos custos”. A instituição também lembra que a companhia já anunciou paulatina redução em seu nível de dispêndio de capital para os próximos anos.
Segundo a Fitch, o lucro da mineradora vai continuar dependendo do minério de ferro e do apetite do mercado chinês. “Os consideráveis investimentos da Vale em níquel, carvão, fertilizantes e cobre atenuarão apenas parcia lmente o impacto do aumento global da capacidade [do produto]”, afirma o relatório.
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FOCUS 2-Economistas reduzem estimativas de crescimento para 2013 e 2014
SÃO PAULO, 16 Dez (Reuters) - Economistas reduziram as
estimativas sobre o crescimento da economia neste e no próximo ano pela
segunda semana consecutiva, assim como elevaram a perspectiva para os
preços ao consumidor em 2014, informou nesta segunda-feira pesquisa
Focus divulgada pelo Banco Central.
A expectativa agora é que o Produto Interno Bruto (PIB) registre expansão de 2,01 por cento no ano que vem e 2,30 por cento neste ano. As previsões estavam em 2,10 por cento e 2,35 por cento, respectivamente.
A previsão de uma economia com crescimento ainda fraco deve-se aos resultados pouco animadores. As vendas no varejo brasileiro voltaram a desacelerar em outubro ao cresceram 0,2 por cento, e embora o resultado tenha sido o oitavo positivo, ficou abaixo do esperado.
O ajuste no crescimento ocorreu em paralelo com um cenário de preços mais altos no ano que vem em 5,95 por cento, ante 5,92 por cento na semana anterior. Para este ano, a perspectiva ficou inalterada em 5,70 por cento.
A perspectiva para a inflação nos próximos 12 meses, por sua vez, foi reduzida a 6,03 por cento no Focus, ante 6,04 por cento anteriormente.
As mudanças nas duas variáveis não influenciou o cenário para a taxa básica de juros. Para os economistas consultados pelo BC, a Selic ficará em 10,50 por cento no fim do ano que vem, mesma taxa há três semanas.
A manutenção ocorre depois de o BC ter deixado em aberto as perspectivas para o futuro da política monetária na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Já para janeiro, o Focus mostrou manutenção da projeção de aumento de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros.
Entretanto, no Top-5 de médio prazo, com as instituições que mais acertam as projeções nesse período, a expectativa continua sendo de maior aperto em 2014. A mediana das estimativas aponta perspectiva de que o juro básico encerrará 2014 a 11 por cento, inalterado ante a pesquisa anterior.
(Reportagem de Tiago Pariz
A expectativa agora é que o Produto Interno Bruto (PIB) registre expansão de 2,01 por cento no ano que vem e 2,30 por cento neste ano. As previsões estavam em 2,10 por cento e 2,35 por cento, respectivamente.
A previsão de uma economia com crescimento ainda fraco deve-se aos resultados pouco animadores. As vendas no varejo brasileiro voltaram a desacelerar em outubro ao cresceram 0,2 por cento, e embora o resultado tenha sido o oitavo positivo, ficou abaixo do esperado.
O ajuste no crescimento ocorreu em paralelo com um cenário de preços mais altos no ano que vem em 5,95 por cento, ante 5,92 por cento na semana anterior. Para este ano, a perspectiva ficou inalterada em 5,70 por cento.
A perspectiva para a inflação nos próximos 12 meses, por sua vez, foi reduzida a 6,03 por cento no Focus, ante 6,04 por cento anteriormente.
As mudanças nas duas variáveis não influenciou o cenário para a taxa básica de juros. Para os economistas consultados pelo BC, a Selic ficará em 10,50 por cento no fim do ano que vem, mesma taxa há três semanas.
A manutenção ocorre depois de o BC ter deixado em aberto as perspectivas para o futuro da política monetária na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Já para janeiro, o Focus mostrou manutenção da projeção de aumento de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros.
Entretanto, no Top-5 de médio prazo, com as instituições que mais acertam as projeções nesse período, a expectativa continua sendo de maior aperto em 2014. A mediana das estimativas aponta perspectiva de que o juro básico encerrará 2014 a 11 por cento, inalterado ante a pesquisa anterior.
(Reportagem de Tiago Pariz
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